Honduras suspenderá alguns direitos constitucionais para combater a violência de gangues

TEGUCIGALPA, 3 Dez (Reuters) – O governo de Honduras anunciou neste sábado que suspenderá alguns direitos constitucionais em áreas de duas das principais cidades controladas por grupos criminosos.

Os direitos seriam suspensos devido a uma emergência de segurança nacional que duraria 30 dias e seriam implementados na terça-feira em algumas das áreas mais pobres da capital, Tegucigalpa, e na cidade de San Pedro Sula, no norte.

“O estado de exceção parcial entrará em vigor na terça-feira, 6 de dezembro, às 18h, durante trinta dias, para promover a atividade gradual de desenvolvimento econômico, investimento, comércio e nos espaços públicos”, informou a Secretaria de Segurança do país em comunicado.

As cidades têm lutado com o chamado “imposto de guerra”, no qual gangues oferecem proteção ou dizem que quem pagar não será morto. As gangues incendiaram ônibus e mataram motoristas que não pagaram a taxa, levando empresas e pessoas a pagar por medo.

A medida, que deve ser sancionada pelo conselho de ministros, faz parte do plano da presidente Xiomara Castro para enfrentar as gangues violentas.

O plano segue a pressão de empresários, caminhoneiros, motoristas de ônibus e táxis, moradores e organizações não governamentais (ONGs) que dizem que a extorsão – em grande parte pelas gangues Mara Salvatrucha MS-13 e Mara Barrio 18 – piorou nos últimos meses.

Essa extorsão gera lucros anuais equivalentes a US$ 737 milhões para as gangues, quase 3% do produto interno bruto do país, segundo a Associação para uma Sociedade Mais Justa, organização não governamental voltada para a segurança.

Reportagem de Gustavo Palencia; Editado por Noé Torres e Sandra Maler

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